Category Archives: Poemas Tristes

Mysterium

Padrão

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Rosto enigmático de olhar infeliz, alma que buscava respostas para as perguntas importantes.

Mergulhava no crepúsculo dos sonhos, como quem sonha, na beleza da solidão.

Profeta solitário, agora e para sempre, o amor está no silêncio de quem contempla a verdade.

Na solidão do ventre sorri para a escuridão, no vazio onde me perdi, esse recanto onde o amor é desapego.

Onde só entra quem eu quero.

Seres que povoam os meus céus, cantem em terra de desejo, pura imagem da beleza.

Seres que povoam os meus infernos, amem o ser rendido de prazer nas chamas do desejo.

Solidão, palavra gravada no coração, amargurados lábios estes que beijam a desilusão.

Prisioneiro do corpo, abraço a resignação, na dança da solidão és desilusão.

Solitário adormeço nos invisíveis mundos, afogo-me, buscando na superfície a ausência do teu ser.

Ricardo Gomes

 

 

Escuridão do Coração

Padrão

 

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Perdido na escuridão dos abismos,

sangue bebi no corpo que rasguei.

Fantasma me tornei, na dor que aliviei.

Misterioso habitante que vagueia nas penumbras do teu coração.

O som da vergonha, o sorriso do desprezo.

A beleza da morte, o brilho do erro.

O pensamento que assombra, a fúria sem nome.

Em dores nasci em dores adormeço,

cortes profundos para que o negro nasça.

Resplandecente escuridão de negros raios, caos selvagem.

Fantasma flutuo na espessa angústia de respirar.

Quero partir, meu lugar a alguém quero dar.

Para lá dos abismos onde as estrelas não morrem,

e as dores são flores que sorriem.

Posso por fim descansar, mente que adormece para não acordar.

Fantasma sou na noite ausente de sono, peregrino de uma mente sombria povoada por vultos.

Ricky Stonem

Sonho

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Sonho.

Tu és sonho, verso do meu sonho.
Poema com saudades que passou e ficou para depois.
Estás além de mim, nada é assim.
Vida dos meus pensamentos, alma do meu desejo.
Como o infinito véu do anoitecer que caiu do céu.
Suspenso em saudades bebo do cálice da tristeza.
Até na dor encontro beleza, sonho fora do sonho,
ninguém é assim, nesse jeito sem fim.
Cubro-me com a tristeza, vivendo de saudades.
Porque é que gostar é algo complexo?
Dói.
Dormir é encontrar-te, sonhar é tocar-te.
És pensamento, és segredo.
Não me despertes porque não quero largar esse corpo,feito de versos.

Poema que escrevo no olhar que não mostro.

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Ricardo Gomes

Dor de amar

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Ouço os gemidos do amor silencioso,

Voz que cessou  no último olhar.

Tão leve me deixou, sem nada  ficar.

De coração fechado e rosto sombrio, a expressão dos olhos tornou-se dolorosa.

Tão perdido e sem ar, com vontade de chorar.

Dói tanto amar.

Olhos que secam, palavras que foram.

Horas que passam, sentimentos que choram.

 Já não ouço o coração, adormeceu de tanto pesar.

Ricardo Gomes

Ódio

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Lágrimas de vidro furam-me os olhos,

de face cortada e olhar quebrado,

vi o coração vazio, sugado pelo vácuo da solidão.

Um buraco negro destruidor,

que consome tudo o que me rodeia.

Passei momentos escuros ao som do ódio.

Histórias imperdoáveis repletas de amargura,

vidas doentes, sem cura.

Vida estranha.

Sem chão para andar, pensamentos viajantes,

numa  cabeça cansada.

Na ausência do bem, habito no mal.

Adormeço na revolta, acordo na dor.

Onde está o amor?

Ricardo Gomes

Suicídio

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Bate no peito 

o coração acelerado.

De estômago vazio, custa respirar.

Dói como tudo,

ter o corpo trespassado.

A imaginação mergulha num buraco sem fim.

Perdi-me até ver que caí.

Indiferente á vida, indiferente a tudo,

cheio de medo, senti o corpo tremer.

Vozes na mente, olhos que choram sem se ver.

Lágrimas invisíveis, vontade de morrer.

Ninguém sabe, ninguém ouve.

Sentado no chão a olhar para o vazio,

vi uma luz no escuro, um túnel profundo.

Nem alegria nem tristeza,

ausência de sentimentos.

Breves momentos, em que a vida passa pelos olhos.

 A morte percorreu o corpo que por dentro ja estava morto.

Ricardo Gomes

Ás vezes

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Ás vezes o romântico torna-se indecente.

o sexo desfaz-se no suor.

*

Ás vezes o amor leva-nos a sítios melhores.

*

A felicidade causa-se, a tristeza acontece.

*

Ás vezes o sonhador acorda.

A dor segue-o para onde for,

as estradas são voltas, com principio e fim.

*

Ás vezes o silêncio faz barulho,

os olhos falam verdades genuínas.

que a boca não profere.

*

Ás vezes o céu está escuro, mesmo quando o Sol brilha.

*

Ás vezes não imagino o amanhã,

porque estou preso ao hoje.

Ás vezes quero voar, mas não tenho asas,

queria pintar , mas não tenho cores,

queria gritar mas não tenho voz.

Ás vezes os poemas não se entendem,

as palavras tornam-se indiferentes,

perdemo-nos dentro de nós mesmos, e não sabemos voltar.

Ricardo Gomes

 

Letras que Choram

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Estou cansado.

Cansado de dias escuros.

Cansado da tristeza profunda,

que na originalidade poética,

expressa o gemido das letras.

*

O som de letras que choram,

lágrimas que olhos não mostram.

*

Nas relíquias da alma extasiada,

que mãos não tocam,

nem corações compreendem.

*

Alma que respira ofegante mente,

no sufoco da dor latente.

Se pudesse chorar, chorava.

Semeava lágrimas e colhia suspiros.

*

Ouço gemidos.

Gemidos de desejo, gemidos de cansaço.

*

Desespero chorado em letras.

Sonhos apagados pela vida.

*

A mais bela tristeza em palavras,

que assume forma de letras.

Lágrimas escritas, de solidão pesada.

Uma alma cansada,

onde o deserto secou as lágrimas

e os pés pisaram a sequidão do desespero.

*

A beleza da dor, tristeza do amor.

Cheio de pena, até ao dia

em que deixar de ouvir um bater no meu peito.

Até a morte me abraçar, e no seu leito adormecer.

Ricardo Gomes

Tristeza

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Tristeza é um poema com dor.

Onde os vagos passos da vida fundem-se

ao som das cordas de uma guitarra.

Onde as doces lembranças trazem cor,

a uma tela cinzenta.

*

Aconchegando a cabeça numa noite solitária,

no meio de dores constantes.

Onde hà falta de toques, falta de vida.

*

Mais uma alma perdida, no desespero vivido.

Que angústia carrega meu peito,

por não te puder ver.

*

Choro tremido, palpitares do coração.

Mãos que tremem, olhares vazios.

*

Como veneno que toma conta do corpo,

é  sufocante respirar.

*

Como dói passar os dias sem saber,

quando tudo vai mudar.

Ricardo Gomes

Reflexo da Obsessão

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O espelho estava á minha frente,

a tua imagem era real,

e a minha ausente.

Sinto um vazio dentro de mim.

Levaste metade do meu coração,

não posso chamar isso decepção.

Gostava que adormecesses comigo nos teus pensamentos,

mas nem à tua frente, faço parte destes.

Damos o que não podemos dar,

às vezes isso não chega,

chama-mos a isso amar?

Vivemos como se já tivesse mos esquecido,

habitados por um choro seguido.

Às vezes é tanta tristeza, que as nossas dores

escorrem em lágrimas.

A obsessão mata todas as dávidas.

Porque é que Deus decidiu criar a noite,

se eu só te consigo ver de dia?

Ricardo Gomes